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Edição de 21 de junho de 2018

SEIS PARTIDOS QUEREM EXPEDITO – Por Sérgio Pires

Por Sérgio Pires · ·5 min de leitura

SEIS PARTIDOS QUEREM EXPEDITO – Por Sérgio Pires

“SE O LULA SAIR  DA CADEIA, MORRE TUDO O QUE FOI FEITO ATÉ AGORA. E VAO COMEÇAR A ROUBAR DE NOVO!”

Como ele faz falta! Aos 88 anos, Pedro Simon ainda está ativo, embora não queira nem pensar mais em se candidatar. Foi uma vida inteira dedicada à política, com duas passagens pelo governo do Rio Grande do Sul e 32 anos de Senado, até a aposentadoria. Nunca respondeu a um processo. Jamais foi acusado de desvios, de malfeitos, de corrupção. Seus discursos poderosos, mesmo já mais velho, com voz enrouquecida, sacudiam o parlamento, exigindo cadeia para os corruptos; lutando por um Brasil melhor; cobrando vergonha na cara da classe política; demonstrando seu amor ao país e ao seu povo. Daqui a alguns anos – espera-se que muitos – Pedro Simon entrará para a História, mas ainda hoje é uma voz respeitada, quando decide falar. Numa entrevista ao Correio Brasiliense, ele voltou a registrar sua esperança num Brasil menos injusto, mas também deu declarações polêmicas e contundentes, como sempre foi seu estilo. Uma delas: “Se o Lula sair da cadeia, morre tudo o que foi feito até agora e vão começar a roubar de novo!” Mas ele não poupa críticas a seu partido, o MDB e muito menos os tucanos. Diz que tem saudades de Itamar Franco, de quem se lembra ter rechaçado o toma lá dá cá para aprovar o Plano Real. “Ninguém ganhou um copo d’água”, recordou. Na disputa pela Presidência,  Simon diz que tem grande temor de que Bolsonaro ganhe, porque, lamenta, “seria um enorme retrocesso”. Ele afirma ter simpatia por Marina Silva, mas destaca que o país ainda aguarda por um nome que poderá, enfim, trazer um consenso entre várias forças políticas. Ressalva contudo,  que “não se deve esperar por um salvador da pátria” .

Pedro Simon, Jeferson Peres, Paulo Brossard, Carlos Lacerda, Leonel Brizola, Alfredo Nasser (um goiano pouco conhecido, mas dono de um dos mais elogiados discursos de todos os tempos no parlamento brasileiro); Getúlio Vargas, João Goulart, Juscelino Kubitscheck: todos são personagens da História que marcaram suas passagens não só por posições ideológicas firmes e controvertidas, como também por seus discursos inesquecíveis. Esse tipo de político acabou há muitos anos no país, aparecendo eventualmente um aqui e outro ali, com o vigor, o conhecimento e o respeito pessoais para sacudir o país. Dessa turma toda, resta apenas Pedro Simon, uma espécie de dinossauro da política, respeitado e ouvido com atenção, cada vez que fala. No restante, o Congresso Nacional se transformou num toma lá dá cá, num centro de negociações e em discursos vazios, sem cor, insípidos e inodoros, retratando o enorme retrocesso da vida pública nacional. Pena que não tenhamos muito mais Pedros Simon e tenhamos, infelizmente, uma amálgama de uma maioria de incompetentes e negociantes, nos representando no Parlamento, que, aliás, serve cada vez menos ao país.

SEIS PARTIDOS QUEREM EXPEDITO

Nesta quinta, representantes de pelo menos seis partidos – PSDB, PP, PR, PSB, PRB  e DEM – começaram a conversar para a formação de uma Frente super partidária, em torno de um único nome para disputar o Governo. Quem? Obviamente o de Expedito Júnior,  que só não entrará na briga pelo Palácio Rio Madeira/CPA, caso não queira. Desde a decisão do SF que tirou Ivo Cassol da disputa pelo Governo, ele mesmo, liderando um grupo de partidos e agora com o ingresso do DEM, liderado pelo jovem deputado federal Marcos Rogério, já começaram a discutir a alternativa Expedito, o ex senador bom de voto que, até agora, não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Sabe-se que ainda na tarde da quarta-feira, Expedito foi procurado por presidentes de alguns desses partidos que estão ensaiando uma aliança para outubro, anunciando que o próprio Cassol já havia garantido total apoio a ele, o líder tucano, caso aceitasse a missão. Expedito é um político hábil e experiente. Já teve muitas vitórias e algumas derrotas e aprendeu muito em todas elas. Por isso, ao invés de sair correndo para o abraço, o experiente político tucano está indo devagar com o andor. Mas que as chances de que ele entre na disputa são enormes, são sim!

“ACIR É PRÉ E SERÁ CANDIDATO!”

Não há um só simpatizante, parceiro de partido ou eleitor do senador Acir Gurgacz que ache que ele possa ficar fora da eleição de outubro. Os advogados de Acir estão trabalhando no sentido de liberá-lo para a disputa e, para os que estão ao lado dele, não há dúvida de que seus recursos serão reconhecidos e ele terá todo o direito de receber, do TSE, o aval para concorrer ao Governo de Rondônia. Junto com Maurão de Carvalho – e Expedito, se o nome dele for mesmo confirmado – Gurgacz forma o trio, até agora posto, com chances reais de chegar ao poder. O pedetista está fortalecendo seu nome em várias regiões do Estado, buscando apoios em vários partidos, para formar um Frentão que o sustente, na dura batalha que terá pela frente. Acir circula por toda a Rondônia e tem dito que, onde chega é recebido de forma efusiva. Anda otimista não só com sua certeza de que poderá ser candidato, mas, ao mesmo tempo, com o que considera como também muito importante: o constante crescimento do seu nome entre o eleitorado rondoniense.

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