domingo, 1 de novembro de 2026 Porto Velho · Rondônia

Arquivo histórico

Edição de 9 de outubro de 2009

Primeira Mão – 09/10/09

Por Sérgio Pires · ·4 min de leitura

SE AMPLIAM OS ATENTADOS CONTRA A DEMOCRACIA, COM O AVAL DO GOVERNO

A vergonhosa omissão das autoridades brasileiras de todos os níveis em relação às ilegalidades cometidas por comandantes e membros do MST e seus associados é um atentado contra a democracia. Um risco que, senão hoje, logo ali na frente colocará em cheque se esse País é sério, se é gerido e comandado por leis que valem para todos ou não. E se protestaremos ou continuaremos sendo cúmplices da distribuição sem controle do dinheiro público para incentivar invasões ilegais e desrespeito aos mais básicos princípios constitucionais. O que está acontecendo nos últimos dias é uma vergonhosa armação, irresponsável e antidemocrática, vinda de forças políticas que não aceitam a criação de uma CPI para investigar a já denunciada roubalheira do dinheiro público que, por caminhos tortuosos, chega aos cofres do MST, uma entidade que nem CGC possui. E que recebeu mais de 120 milhões de reais nos últimos anos. Pior que isso foi o silêncio, recheado de cumplicidade, sobre a ação criminosa ocorrida no interior de São Paulo, quando membros do MST invadiram uma área produtiva e destruíram milhares de pés de laranja. Nem CPI nem cadeia para os bandidos que, travestidos de sem terra, invadem, destroem e o fazem com dinheiro público, que jorra em seus cofres. Pelo contrário: compreensão, silencio das autoridades e apoio velado. Impressionante!

RISCO IMINENTE

Como exigir que os outros brasileiros cumpram as leis, não destruam o que não lhes pertence e não recebam dinheiro ilegal, se o próprio governo, seus parceiros e boa parte do Congresso não só aceitam essa indignidade como ainda a incentivam? É bom lembrar que a democracia começa a ser destruída por esse tipo de coisa.

NA RISCA DO GOL

E a PEC da Transposição, finalmente, foi aprovada na Câmara. Depois de tantos anos, tanto sofrimento, tanta discriminação para com Rondônia. Merecem notas altas todas as autoridades – da bancada federal à Assembléia, ao governo do Estado e sindicatos – que batalharam duro. Agora só falta o Senado para marcarmos um golaço para Rondônia.

CATÁSTROFE PÍFIA

E aquela gripe mortal, que poderia dizimar milhões de pessoas, por onde anda? H1N1, suína ou qualquer outro nome, a gripe causou vítimas mas muito longe do clima catastrófico que até médicos e cientistas renomados alardeavam. Veio e sumiu do noticiário em tempo recorde.

OUTRAS TRAGÉDIAS

O raciocínio vale para outras catástrofes anunciadas, como o aquecimento global, o surgimento de novas doenças incuráveis, a destruição total da Amazônia, o desaparecimento de milhares de espécies de animais. Será que há mesmo alguma coisa perto da realidade ou são mais tragédias anunciadas e que não ocorreram, como a tal gripe suína?

SLOW MOTION

O deputado Valdivino Tucura, do PRP, está quase concluindo seu mandato. É candidato à reeleição por Cacoal. Passou esse tempo todo preocupado com uma ação interposta na Justiça Eleitoral pelo ex-deputado Carlão de Oliveira pedindo seu mandato. Com a lerdeza normal, agora, mais de três anos depois da eleição, o TSE manteve o mandato de Tucura.

PÉ DA LETRA

Carlão alegava que o tanto Tucura como Maurinho Rodrigues, do PSDB, tinham sido eleitos contra a legislação que determina a verticalização dos mandatos. Uma firula jurídica que, se levada ao pé da letra, poderia mesmo ter tirado os mandatos dos dois. Ficou o dito pelo não dito e nada muda na Assembléia.

VAI PASSAR

Claro que há desconforto e irritação. Mesmo assim, é importante para os motoristas que ficam em longas filas principalmente na área do Trevo do Roque que dentro de um ano o problema estará resolvido. Isso, é claro, se o cronomograma das obras do viaduto que ali está sendo construído foi cumprido. O início das obras está acelerado.

PERDE O POVÃO

O que se espera é que o Tribunal de Contas da União, depois que a obra estiver quase pronta, não mande pará-la por “indícios de irregulares” como tem feito em dezenas de obras país afora. Ou seja, a primeira decisão é prejudicar diretamente a população a quem as obras beneficiariam.

INVERSÃO DE VALORES

Nessas intervenções de “suspeitas” do TCU, ninguém vai preso, ninguém devolve dinheiro, não acontece nada a ninguém. Só à massa da população, que vê o dinheiro dos seus impostos ir para o ralo e sofre com dezenas de obras paralisadas é punida. Bem coisa das leis brasileiras, que adora punir justamente os inocentes.

Gostou? Espalhe esta opinião
WhatsApp

Leia também

as opiniões mais recentes