Edição de 30 de outubro de 2026
Marcos Rogério prepara cortes profundos na própria carne do governo, para iniciar seu mandato

O trabalho anda é complexo, mas a equipe de transição de Marcos Rogério continua levantando dados da situação do Estado, para que o governador eleito consiga ter uma visão real do que vai começar a comandar a partir de 6 de janeiro do ano que se aproxima, célere.
Claro que os comentários sobre o que está sendo levantado não saem a público, mas em conversas pessoais, sabe-se que há situações bastante difíceis, ao menos para os primeiros meses da administração.
O que se sabe é que Marcos Rogério pretende lançar, logo no início do mandato, quem sabe até no primeiro dia, um pacote de medidas, com cortes de despesas, redução de cargos comissionados e várias outras decisões, inclusive cortando forte na própria carne. Economia total, serão as palavras de ordens no início da sua administração.
Imediatamente, a intenção é começar com uma série de medidas que reduzam os graves problemas que a saúde pública enfrenta. Não se tem ideia ainda sobre quais serão estas decisões, mas elas estão sendo estudadas por gente próxima ao governador eleito.
Por enquanto, Marcos Rogério ainda está analisando nomes para seu futuro secretariado. Já tem alguns definidos, claro, mas não anunciou ninguém. O governador que assume em janeiro não decidiu se vai informar suas escolhas na medida em que elas ocorram ou deixará para comunicar toda a sua equipe numa só vez.
GOVERNADOR TROCA COMANDO DA EDUCAÇÃO DOIS MESES ANTES DO FINAL DO SEU MANDATO
Foi uma surpresa a exoneração de Massud Jorge Badra, que assumiu o posto sob fortes elogios do governador Marcos Rocha, do comando da Secretaria de Educação do Estado, a dois meses do final do governo e com apenas sete meses e meio no comando da pasta. Os decretos de exoneração e o de nomeação do seu substituto foram publicados na noite da terça-feira.
Claro que não se tem informações oficiais sobre os motivos da troca pelo PM Alisson Maia Souza, que provavelmente completará o mandato à frente da Seduc, mas ouve-se nos bastidores que Badra não teria concordado com algumas medidas que seriam tomadas na Secretaria sob seu comando.
A Seduc teve vários comandantes no atual governo. Começou com o elogiadíssimo professor Suamy Vivecananda, que deixou o cargo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, em 2022. Foi substituído por Ana Pacini, que ficou no posto de abril de 2022 até setembro do ano passado. A saída de Pacini também foi surpreendente.
Logo depois, assumiu o posto a professora de Porto Velho, Albaniza Batista. Ela ficou no cargo até março deste ano, quando Badra foi convidado para o cargo.
Pouco depois, assumiu o cargo Massud Jorge Badra, que comandou o setor por menos de 230 dias, sem que houvesse qualquer crítica ao seu trabalho (pelo contrário!) e sua saída a tão pouco tempo do final da atual administração, também é cheia de interrogações.
PERGUNTINHA
Na sua opinião, quem tem mais relevância na numa eleição: alguém como Níkolas Ferreira, que tem milhões de seguidores e arrasta multidões por onde passa, com um discurso de direita ou um maluco esquerdista como André Janones, que vocifera nas redes sociais e ataca com todas as armas – incluindo golpes baixos – os seus adversários?
