Edição de 11 de setembro de 2018
ELES CHEGAM DESTRUINDO TUDO – Por Sérgio Pires

ELES CHEGAM DESTRUINDO TUDO, AMPARADOS NA LEI. ATÉ QUANDO ESSA EXCRESCÊNCIA JURÍDICA VAI PREVALECER?
Eles chegam de surpresa. Não têm ordem judicial, mas são protegidos por uma lei que lhes dá direitos incríveis sobre o restante da população e em relação ao próprio estado democrático de direito. Fortemente armados, são polícia, procurador de Justiça e Juiz. Tudo ao mesmo tempo. Fazem a operação, decidem a sentença e a cumprem na hora. É uma aberração legal, criada no governo do petismo que destruiu o país, mas inventou legislações como essa, que dá ao Ibama e às Sedams país afora, o poder absoluto, sem direito à defesa ou ao contraditório. O aparelhamento do Estado, principalmente nessas questões do meio ambiente, baseadas sempre em ideologia, criou tais excrescências, colocando milhares de famílias de produtores rurais na condição de criminosos, com decisões imediatas que destroem seus bens, inclusive a casa onde moram. É um aparato tão absurdo, que não se tem parâmetro em nenhum país democrático do mundo e existe apenas aqui mesmo, neste Brasil em que a esquerda deixou um lastro de destruição nos cofres públicos e em vários setores da sociedade. A herança maldita ainda perdura, mas certamente em breve será demolida por qualquer Presidente realmente legalista, que venha a assumir o Poder. Será então o fim da empáfia, do desrespeito, da covardia. Os servidores do Ibama e das secretarias ambientais não terão mais poder para entrarem em áreas, às vezes ocupadas há décadas por famílias de trabalhadores e começar a destruir tudo, incluindo queimando máquinas e equipamentos, além destruir o patrimônio alheio, vergonhosamente amparados por leis esdrúxulas.
Na semana passada, mais uma ação dessas, agora da Sedam, causou revolta numa família que vive e produz em sua terra, com documentação do Incra, há décadas, na Linha C 10, área da Estrada da Penal, distrito de Porto Velho. Ali, os fiscais entraram, acompanhados por policiais militares e destruíram parte da obra de uma casa de um agricultor, que o filho dele estava construindo. “Aqui é área de proteção ambiental”, decretaram. Não adiantaram os protestos e nem os pedidos para que os fiscais observassem a documentação da área. Eles se consideram, por amparados nessa lei absurda e espúria, os verdadeiros donos da verdade e de todo o poder e assim agem. Não dão chance de defesa, não aceitam contestações, mesmo por documentos, não querem conversa. São os poderosos. O que deixa também a todos indignados, é que a própria Justiça não se manifesta. E nem o Ministério Público. Nem a OAB. Ao que parece, ambos os poderes apoiam essa excrescência do Direito, ao invés de exigirem que os moradores de áreas rurais tenham tratamento igual a qualquer outro brasileiro, ou seja, possam exigir ampla defesa. Os que dão duro para produzir na terra em que estão há anos, não têm mais esse direito básico!
DEBATE ENTRE OS PEQUENOS
Só os nanicos. Nenhum dos três candidatos de ponta – Expedito Júnior, Acir Gurgacz e Maurão de Carvalho – compareceu ao debate promovido pela Unir, na segunda à noite. Também esteve ausente outro nome entre os primeiros nas pesquisas, o coronel Marcos Rocha , do PSL, que preferiu não aparecer para o encontro com os universitários. Participaram o professor Vinicius Miguel, da Rede; o coronel Charlon, do PRTB; Pimenta de Rondônia, do PSOL; o Comendador Valclei Queiroz, do PMB, o partido das mulheres e Pedro Nazareno, do PSTU. Mesmo assim, o debate durou mais de duas horas e os candidatos que aparecem mais abaixo nas pesquisas tiveram oportunidade de apresentar suas propostas ao público que prestigiou o evento. Obviamente que a ausência dos principais nomes na corrida ao Governo esvaziou o encontro e não deu a ele todo o prestígio que merecia. As coisas mudaram mesmo. Há tempos atrás, um debate numa universidade federal seria considerado ótimo momento para divulgação das propostas dos concorrentes a um público seleto. O quadro atualmente é outro, completamente diferente. Imagine-se há alguns anos um candidato de ponta faltando a um debate na Unir? Além disso, não há mais paciência para algumas besteiras, impostas ao público, por alguns poucos malucos. Enquanto no auditório lotado os candidatos apresentavam suas ideias, um grupelho de idiotas com megafone, berrava lá fora , protestando contra “a farsa da eleição” e um outro anormal fazia pichações no prédio da Universidade. Tem que ter saco…
